domingo, 20 de março de 2016
Perde-se no galgar voraz do tempo o numero de doenças,pandemias, surtos epidemicos, e quejandos que nos torna o viver muito mais dificultado pelo temor, legitimo, de contrair a doença. Desde a doença das vacas loucas, a gripe das aves, e a Gripe A ,o Zika mais recente, os mil e um surtos que conheço e os milhares e milheres que desconheço tudo serve para atormentar o cidadao comum.
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Eulalia Goncalves
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Num domingo à noite, que não se passa nada ,numa noite que decido nada fazer para alem do sentar-me no meu sofa com o portatil sobre as pernas a navegar no cyber espaço ,decido dar uma espreitadela aos canais de telelvisao.
Primo no comando a tecla 1 que me da a RTP e vejo, estupefacta, 3 ou quatro homens atras de um outro que ladrava , andava a quatro patase imitava em tudo o comportamento de um canideo. Um deles que era o Bruno Nogueira pos o “cão” fora da casa, dando-lhe mesmo uma leve pontape…E eu, estupefacta, assisti durante uns instantes a isto, que passa em horario nobre, a preço de ouro para quem , desgraçadamente nada mais pode ver.
Pude ainda ver que o “cão” se masturbava nas pernas dos dois senhores e a seguir_possivelmente, depois de já estar satisfeito,ou pensarem que estaria- atirararam-lhe com um pau para a piscina e o desgraçado correu atras do pau e lançou-se mesmo lá para dentro!E o meu queixo, se calhar, ate baloiçava um pouco, pois a minha boca continuava aberta, tal era o meu espanto.Não exagero.
Não sei se se trata de um directo. Talvez sim e lhe tenha sabido bem ,, um banho refrescante, dada a alta temperatura que hoje se fez sentir. Mas se é gravado.. .que vida de cao!!
De qualquer forma o meu protesto veemente. Pela mensagem implicita ,que tem o tratamento desumano dado ao “ cão “de duas perna.
Precisamos de programas que eduquem , que sensibilizem, para os cuidados que nos devem merecer os nossos amigos de quatro patas e não o contrario. E depois alguem que me diga se a RTP não tem de ser privatizada dado o seu desempenho quer no que tange à produçao de bons programas como pelos vistos e especificamente à sua ineficiente e ineficaz gestao.
É que o dinheirinho que eu desembolso todos os meses do meu ordenado é para tapar os inumeros buracos que uns quantos administratadores deste pais, regiamente pagos , fizeram ou deixaram fazer nas mesmas administraçoes a que pertenciam. E digam-me, vá, digam-me porque eu sou muito burra ,quiça atrasada mental , digam-me onde está a piada de um programa destes.
Não servirá apenas para prolongar ad eternum o nosso analfabetismo, o nosso atraso, a nossa incultura ???
Primo no comando a tecla 1 que me da a RTP e vejo, estupefacta, 3 ou quatro homens atras de um outro que ladrava , andava a quatro patase imitava em tudo o comportamento de um canideo. Um deles que era o Bruno Nogueira pos o “cão” fora da casa, dando-lhe mesmo uma leve pontape…E eu, estupefacta, assisti durante uns instantes a isto, que passa em horario nobre, a preço de ouro para quem , desgraçadamente nada mais pode ver.
Pude ainda ver que o “cão” se masturbava nas pernas dos dois senhores e a seguir_possivelmente, depois de já estar satisfeito,ou pensarem que estaria- atirararam-lhe com um pau para a piscina e o desgraçado correu atras do pau e lançou-se mesmo lá para dentro!E o meu queixo, se calhar, ate baloiçava um pouco, pois a minha boca continuava aberta, tal era o meu espanto.Não exagero.
Não sei se se trata de um directo. Talvez sim e lhe tenha sabido bem ,, um banho refrescante, dada a alta temperatura que hoje se fez sentir. Mas se é gravado.. .que vida de cao!!
De qualquer forma o meu protesto veemente. Pela mensagem implicita ,que tem o tratamento desumano dado ao “ cão “de duas perna.
Precisamos de programas que eduquem , que sensibilizem, para os cuidados que nos devem merecer os nossos amigos de quatro patas e não o contrario. E depois alguem que me diga se a RTP não tem de ser privatizada dado o seu desempenho quer no que tange à produçao de bons programas como pelos vistos e especificamente à sua ineficiente e ineficaz gestao.
É que o dinheirinho que eu desembolso todos os meses do meu ordenado é para tapar os inumeros buracos que uns quantos administratadores deste pais, regiamente pagos , fizeram ou deixaram fazer nas mesmas administraçoes a que pertenciam. E digam-me, vá, digam-me porque eu sou muito burra ,quiça atrasada mental , digam-me onde está a piada de um programa destes.
Não servirá apenas para prolongar ad eternum o nosso analfabetismo, o nosso atraso, a nossa incultura ???
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Eulalia Goncalves
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Marcelo e Francisco
É indizivel o que sinto ao olhar esta foto. Esta e mais uma ou duas da mesma serie publicada pela impressa escrita. Fiquei muito calada e quieta a olha-la, presa das maos do Papa Francisco. Maos que falam. Falam ,dançam , cantam,cantam hinos. Maos que bradam, maos que resgatam, maos que abençoam e pacificam. Maos. Dois homens. Quatro maos. A mesma conversa. Uma só sintonia.
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Eulalia Goncalves
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sábado, 27 de dezembro de 2014
Sobre a minha tia ;sobre doenças, sobre maus Lares e pessimos filhos.
Hoje,estou muito triste!! Talvez por isso mesmo o reatar a escrever neste Blog seja a forma que inconscientemente busquei para esquecer.
Fui visitar uma tia minha ,integrada num Lar de terceira idade e cujo nome nao digo por absoluta decencia. Sou absoluta e tenazmente, critica destes armazens de velhos, desde que pus os pes pela 1ª vez, num deles ,no exercicio da minha profissao de assistente social. E quantos eu conheço!!! Mais novos ,mais velhos, grandes ou pequenos todos eles ou quase todos padecem do mesmo mal. Ha falta de gente capaz de cuidar dos idosos e quando digo capaz falo nao apenas do cumprir os requisitos basicos como sejam a higiene e a alimentaçao. Falo de um pouco mais. Falo de atençao .Falo de carinho. Falo de humanidade, ponto. É aterrador entrar numa sala cheia de idosos sentados em cadeiras encostadas as paredes dos dois lados,um em frente ao outro, de uma sala. Eles arrumados, quietos, cinzentos ,tristes, diria moribundos, sem uma centelha de vida, nos olhos mortiços. Agarrados às bengalas, com as maos engelhadas que cruzam uma sobre a outra como quem nada mais tem que fazer a nao ser esperar, numa espera silenciosa, inane e inutil. Ha os que ainda veem. Ha os que ainda falam mas as palavras sao apenas sussurros assustados. Rostos de angustia onde a vida lavrou fundos sulcos e aos quais um doloroso quotidiano vai dando o aspecto petrificado das estatuas. Habituei-me a estas imagens quase diarias. Ou melhor,nao nao me habituei. Se me tivesse habituado nao terias sido tao dolorosa a visita que hoje fiz a minha tia.
Encontrei-a sentada e presa a um cadeirao, colocado estrategicamente, num canto da sala. Sofre de Alzheimer a minha tia. Nao se lembra de quase nada, como é natural em quem sofre de tao terrivel doença. Mas olhou para mim e disse imediatamente: "A minha Eulália" . E eu que ao ve-la me choquei com a imagem tao diferente da tia que eu conheci, desabei e comecei a chorar baixinho e de cara voltada para o outro lado. Era o corte e a cor dos cabelos ; era a cor da pele; sem ser palidez era a sua pele que tinha mudado de cor. Nao era ja o rosto moreno de tantos sois, era uma cor que a clausura fez forçadamente branca. Pediu-me para a levar dali. Tive de mentir e dizer que o carro estava muito longe. E ela a tratar-me por você como se eu fosse alguem que nao do seu sangue. A dizer-me para trazer de volta a caixa de bonbons que lhe levava . Nao os queria. A dizer-me que os meus primos, quando perguntava por cada um deles,a viriam buscar amanha. Os mesmos que ali a depositaram e ali a deixam passar domingos e dias santos! A minha tia que nunca se calava, que falava e ria estava ali entregue a desgraça da sua doença e do seu abandono, silenciosamente. Quando falava fazia-o como quem repete inutilmente sempre as mesmas palavras:"quero ir para a cama", "quero ir embora" Nao tenho os cordoes". era o seu ouro eram os seus cordoes de ouro , comprados a custo ,com os proventos de um trabalho arduo. Minha pobre tia!! Espoliada das suas coisas,dos seus pertences, dos seus afectos, das suas memoria !!!
A minha tia presa por um cinto que lhe cobria a zona pelvica, dando-lhe apenas espaço para se baloiçar num movimento pendular e inquietantemente continuo. E eu pensava enquanto a via, se nao haveria um meio dos filhos a cuidarem na sua casa, sob as suas telhas ,a respirar o mesmo ar e apanhar o mesmo sol do lugar onde nasceu ha 84 anos. Dir-me-ao uns que sim mas a maioria decerto me dira que a ferocidade da doença nao da espaço a esses sentimentalismos." As pessoas têm de trabalhar; as pessoas tem direito a ter as suas vidas; As pessoas nao podem lutar contra a inevitabilidade da morte!" Conheço bem de mais as justificaçoes!
Os meus primos, sem serem gente abastada , vivem confortavelmente,como alias vivem muitos outros filhos.A minha tia esta num Lar onde a solidao,tristeza e o abandono coabitam com a incuria e a negligencia,a como alias estao milhoes de outros idosos!!Tudo verdades de La Palisse !!! É tudo questao de decoro . E de humanidade. de uma forma e de outra. De um lado e de outro.
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Eulalia Goncalves
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A foto de uma carta de Florbela Espanca
Prometi escrever mais, mas nao prometi ser mais metodica. E jamais prometerei pois nao seria capaz de cumprir e entao mais vale nao prometer. Esta é a fotografia tirada a uma carta Real,verdadeira, escrita por Florbela, por gentileza do meu amigo Figueiredo seu fiel depositário e sortudo dono. Foi uma noite encantadora a remexer escritos de grandes nomes das nossas lusas letras.
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Eulalia Goncalves
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20:24
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Esqueci-me mesmo deste blogue. De longe a longe lembro-me que existe mas nao tenho tempo para me sentar e escrever qualquer coisa. Ou disposição. porque tempo sempre se arranja se o quisermos.
Tanta coisa aconteceu desde entao ! A foto publicada em Março de 2013 aparece isolada e com o titulo "Um amor enorme que também me morreu" E não, nao falava de um qualquer amor por alguem do sexo oposto.A perda desses amores vou-as digerindo lenta e silenciosamente. Falava da minha pequena cadela , morta em bárbaro acidente e cuja perda me deixou tremendamente abalada.Tenho agora uma outra , lindissima e que adoro mas que nao substitui de forma alguma a minha querida Frida , por quem ainda hoje choro.
Sou assim. Este poço enorme de sentimento , e para rimar, de sofrimento.
Voltando ao começo,rapidamente : vou ver se escrevo aqui mais amiude!
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Eulalia Goncalves
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20:09
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quinta-feira, 14 de março de 2013
Amar o Porto passa por conheceer a verdadeira alma do Porto
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Eulalia Goncalves
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00:23
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quarta-feira, 13 de março de 2013
Um amor enorme que tambem me morreu
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Eulalia Goncalves
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23:44
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terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Acordei hoje com um poema a bailar-me na cabeça.Não sei bem se era um poema ou apenas umas belas palavras avulsas,carregadas de poesia que como já é costume se fixavam na minha mente a espera que pegasse numa caneta e papel , senão, morreriam dai a nada, desapareceriam e não mais seria capaz de as recordar;Nem que me esmifre,me arranhe,arranque cabelos...nada!!
Assim é, para mim, escrever.Árdua tarefa.Que inveja de quem, de repente,consegue alinhavar coisa que valha a pena ler!!
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Eulalia Goncalves
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11:59
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quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Cinza.
Com os anos, o pelo azeviche foi-se tornando cinzento. Era uma bolinha de caracois cinzentos, a bambolear-se de forma única sobre 4 patinhas quase brancas; emergindo do corpo roliço era a cabeça redonda como um sol,que uma nuvem tinha encoberto, mas onde brilhavam luminosos e atentos 2 olhinhos redondos,negros e aguados que acompanhavam tudo o que eu dizia e fazia..
infatigavelmente, segui...
a-me, todos os passos que eu desse,apesar da dificuldade que ultimamente já demonstrava a levantar-se.Foi a minha companheira fiel,a quem eu falava e explicava desaires e e alegrias,fatalidades e êxitos.
De noite , no escuro,sorria ao ouvi-la ressonar. Foi por imensas vezes,em noites mais negras que o meu coração inquieto se acalmou através do ritmo da sua respiração tranquila.Nunca me senti só.A minha Thulcandrinha, (pomposamente batizada pela minha filha de Thulcandra Manuela de Bourbon)fazia parte de mim e da minha vida como se humana fosse. E para choque de muita gente eu beijava-a ,sofregamente,cobria-a de beijos , de festas de mimos, porque ela tudo merecia.
Há cerca de 10 dias adoeceu. Começou a beber quantidades exorbitantes de agua.Passei a ter de levar para o quarto,agua colocada junto da cama dela..Uma noite destas,acordei sobressaltada com ela a passear no quarto. Era a maneira de ela me acordar.Deitei-a carinhosamente, na sua caminha que todas as noites lhe fazia ao lado da minha. Mas ,tive a certeza imediata que me ia deixar. Fui ao armário e tirei um edredon e deitei-me junto dela. Abraçada a ela, em choro convulso. O telefonema às 5: 30 a minha filha.A ida a outro veterinário. O RX claro, o prognostico animador apesar da gravidade.Ao chegar a porta de casa,senti o seu corpinho que embrulhei numa toalha azul ,dobrar-se como um saco vazio, sobre as minha pernas. Mole,sem vida.Mas o coração batia. E corri o mais que pude pelas escadas acima a deita-la no sofá,no meu sitio.Mas , a minha cadelinha adorada,dava o seu ultimo suspiro pouco depois.Indiferente aos meus gritos desesperados,aos meus apelos para que não me deixasse. Os olhos ficaram abertos, mas não tinham mais sem vida . Quietos , parados.
Cinza, cinzentinha e sem vida.
E eu que já enterrei um filho pequenino,apertei-a ao peito como se de um filho se tratasse. Depois, levei-a em braços,e no carro da minha filha aconcheguei-a no meu colo , encostei-lhe a cabeça sem vida, ao meu coração partido,a sentir sobre as minhas pernas o peso do seu corpinho ainda quente.E, depois, com as minhas mãos , as mesmas que ela tantas vezes lambeu, peguei numa enxada e no sitio que me pareceu mais bonito,num terreno que também me pertence, abri uma pequena cova sob um castanheiro que la existe.De alma a sangrar,e de olhas turvos, a sentir que cada vez que levantava a enxada ,cairia no segundo imediato completamente exaurida no chão, na mesma terra remexida que a havia de cobrir.
Depois , la a coloquei, aconchegada no fundo da pequena cova, com todo o cuidado para que ficasse confortável, embrulhada na mesma toalha azul com que a levei, aflita ao veterinário, e que afinal lhe serviu de mortalha. A minha filha gemeu:”Mãe olha os olhos!”, porque ao cobri-la com terra não tive o cuidado de lhe tapar os olhinhos. E depôs,ternamente, umas pequeninas flores silvestres sobre ela.
Depois , a pequena elevação de terra foi batida dos 4 lados como a campa de um ser humano. À falta de melhor, corri o terreno com um balde a procura de pedras lisas com que lhe murei o pequeno jazigo. E como não havia flores cortei 2 ramos do castanheiro e pus-lhos sobre o sitio onde estava a cabeça dela,como para a proteger do sol, ou do frio.
Fez parte da minha vida durante quase 12 anos. E o corpinho redondo que tantas vezes cobri de beijos, lá jaz envolto num toalha de banho azul.A apodrecer devagarinho .
Cinza a fazer-se cinza.
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Eulalia Goncalves
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12:59
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